Os anos 2000 foram definidos para
mim pela descoberta de novas gramáticas de mundo. Apostava subjetivamente em
novidades em qualquer sentido. Vivíamos coletivamente de especulações e expectativas
sobre o mito do milênio. Particularmente, vivenciava um momento de “reencantamento”
de mundo através de novas gramáticas de conhecimento. A ideia de psique
objetiva formulada por Jung me levava a um interesse entusiasta sobre práticas oraculares e as possibilidades dos símbolos representarem
uma forma privilegiada de acesso ao inconsciente. A realidade objetiva me
parecia passível de leituras complexas, nutria aquela velha expectativa surrealista
de uma leitura mais rica da pouca vida de todos os dias, mas através de uma inspiração junguiana em vez de freudiana.
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