Naqueles tempos a existência se
resumia para mim em livros e musica. Era apenas o que parecia ter plena
realidade naqueles dias de rotina acadêmica. Vivia em um mudo a parte onde eu
era plenamente “uma cabeça no mundo”. O pensar era mais pleno que os fatos. ..
Algumas aulas eram fantásticas. O mundo parecia fazer pleno sentido em minhas
narrativas abstratas sobre a realidade.
Quando não estava na faculdade
perambulando pelo campus entre as aulas ( muitas vezes assistia uma aula pela
manhã e aguardava até a noite para assistir a próxima) perambulava pela cidade
como um andarilho avido por experiências.
Elas estavam nos detalhes de cada lugar, no aconchegante ambiente dos botequins,
sebos e livrarias. As ruas também tinham seus
personagens, suas rotinas. Me sentia um exilado do meu intimo mundo de infância
explorando aquele estranho e vasto universo de pessoas e coisas de uma cidade
onde eu não tinha passados ou sabia reconhecer vestígios de tempo e memória.
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