A vida de estudante era uma
condição confortável apesar das limitações materiais e financeiras. Por isso o
fim da faculdade, que deveria ocorrer em 1997 ou 1998 foi postergado devido aos
meus impasses com o tema da monografia de fim de curso. Ao mesmo tempo, em 1997
comecei a trabalhar como comissionado em uma autarquia estadual. Resquício dos
tempos de militância comunista. Um velho membro do antigo partido iria
presidi-la e, através de um amigo comum, acabei indicado para ocupar um cargo.
Naquele momento havia terminado recentemente o estagio em um museu e mergulhava em
instabilidades financeiras. O emprego me levava a me acomodar e manter o vinculo acadêmico da pior maneira possível
enquanto meus amigos mais próximos se formavam e seguiam suas vidas.
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