quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

LONGE DE CASA

Quando jovem eu tinha maior facilidade para lidar com novidades e com situações que me  confrontavam com o desconhecido. Por isso, sair de casa foi uma aventura lúdica para mim. Era jovem demais para considerar as incertezas e inseguranças que definiam aquela situação. Além disso, não se tratava de uma ruptura.  Quase todo final de semana eu passava na casa dos meus pais e mantinha, assim, certo vinculo com minhas antigas rotinas cotidianas.

Gostava de descobrir lugares novos  e coisas novas. Tinha como pano de fundo Beatles e Led Zeppelin embalando aqueles dias frescos de adolescência. Não tive dificuldades, portanto, para me adaptar. Além disso, contava com o apoio estratégico de um tio que morava com a família em uma cidade próxima. Participar da rotina de um lugarejo de veraneio era uma experiência leve. Confesso que do ponto de vista de um estágio não me acrescentou praticamente nada já que eu não tinha muitas funções.


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