Os anos de faculdade foram de
fato os mais decisivos e importantes da minha vida. Toda experiência de ensino
fundamental e médio pareciam um longo jardim de infância diante da vida acadêmica
e suas rotinas. Além disso, descobri pessoas e experiências que proporcionaram a
clara e divertida sensação de novidade e vida nova. Talvez eu tivesse apenas uma expectativa qualquer de futuro.
O mais importante, entretanto, era viver plenamente e até as últimas consequências o tempo presente. Percebia
que ainda tinha muito o que crescer, mais do que isso, sentia que estava crescendo, apesar de todas as dificuldades e perrengues.
Uma coincidência muito oportuna
foi descobrir por lá dois nativos da minha cidade que até então conhecia apenas
de vista. Não demorou para que nos aproximássemos a ponto de nos tornarmos
melhores amigos naqueles anos de exílio. Seria maçante lembrar aqui as tantas experiências
inusitadas dos tempos de faculdade. Desde as festas, primeiro baseado, incursão
ao santo Daime e muitas outras situações exóticas. Dias bons e dias ruins... ambos intensos, era o que a rotina acadêmica podia então proporcionar a jovens rebeldes e
irreverentes em seus melhores anos. Ainda respirávamos muito de maio de
68 e exalávamos contra cultura. Vivíamos a idade dos sonhos e dos delírios.

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