A casa nova precisou passar por
pequenas reformas antes de se tornar habitável. Mas não nos demoramos para
mudar. Meu avô, experiente pedreiro, trabalhou nas reformas. Aproveitei para
ganhar alguns trocados como seu ajudante. Obviamente, empregaria todo dinheiro
na compra de gibis.
A casa nova trouxe e também
coincidiu com novas rotinas. Mais ou menos neste período troquei de escola. Passei a cursar o segundo
ciclo do ensino fundamental em um colégio no centro da cidade. Até então só frequentava o centro na companhia dos meus
pais quando iam fazer compras ou qualquer outra coisa. Apenas circulava no
bairro em que morava e, assim mesmo, só ia sozinho até a esquina para realizar pequenas compras na venda.
Também não tinha mais minha avó
e, morando agora perto e já mais crescido, não era mais tão costumeiro passar a
tarde na casa do meu avô, onde minha tia passou a acumula as funções da minha
avó como dona de casa. Além disso,
depois de um tempo ela passou também a ajudar minha mãe nas tarefas de casa, já
que agora moravam a mais ou menos quinze minutos de distancia.
Agora eu e minha irmã tínhamos quartos
individuais. Mas, comparada com a casa velha, a casa nova não tinha o mesmo
aconchego. Mas tinha um quintal suficientemente grande para comportar um
jardim. Na parte dos fundos, havia plantações rasteiras de pés de abobora e
mandioca. Eram infestadas de ratos e foram destruídas por questões de higiene. Aos poucos meus pais foram ajeitando a residência.
Para mim a principal novidade da casa nova foi ganhar um cachorro vira lata
branco com manchas amarelas que foi batizado como Ramon.
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