quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A CASA NOVA

A casa nova precisou passar por pequenas reformas antes de se tornar habitável. Mas não nos demoramos para mudar. Meu avô, experiente pedreiro, trabalhou nas reformas. Aproveitei para ganhar alguns trocados como seu ajudante. Obviamente, empregaria todo dinheiro na compra de gibis.

A casa nova trouxe e também coincidiu com novas rotinas. Mais ou menos neste período  troquei de escola. Passei a cursar o segundo ciclo do ensino fundamental em um colégio no centro da cidade. Até então  só frequentava o centro na companhia dos meus pais quando iam fazer compras ou qualquer outra coisa. Apenas circulava no bairro em que morava e, assim mesmo, só ia sozinho até a esquina  para realizar pequenas compras na venda.

Também não tinha mais minha avó e, morando agora perto e já mais crescido, não era mais tão costumeiro passar a tarde na casa do meu avô, onde minha tia passou a acumula as funções da minha avó como dona de casa.  Além disso, depois de um tempo ela passou também a ajudar minha mãe nas tarefas de casa, já que agora moravam a mais ou menos quinze minutos de distancia.


Agora eu e minha irmã tínhamos quartos individuais. Mas, comparada com a casa velha, a casa nova não tinha o mesmo aconchego. Mas tinha um quintal suficientemente grande para comportar um jardim. Na parte dos fundos, havia plantações rasteiras de pés de abobora e mandioca. Eram infestadas de ratos e foram destruídas por questões de higiene.  Aos poucos meus pais foram ajeitando a residência. Para mim a principal novidade da casa nova foi ganhar um cachorro vira lata branco com manchas amarelas que foi batizado como Ramon.

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