segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

VESTÍGIOS ICONOGRÁFICOS II






A CRIANÇA 

A criança que fui um dia se perdeu no tempo.
Nela não reconheço qualquer origem
ou pré versão de mim mesmo.
Não sou aquele infante 
que me ignora na fotografia.
Não sou se quer sua memória.
Afinal,
quantos de mim já existiram?
Quantos um dia deixei de ser
neste devir incerto  que me faz  sempre provisório?

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