Não sei precisar em que momento
meu fascínio pelo rock me conduziu ao
heavy metal que naquele momento vivia um momento de franca ascensão. Certamente
fui influenciado pelo meu amigo mais próximo na escola técnica: O Adriano. Ele
foi o primeiro a frequentar minha casa, superando o velho abismo que para mim
existia entre vida social e domestica.
Escutávamos musica em fitas K7 e vinis por horas falando sobre os mais diversos
assuntos. Por intermédio dele conheci bandas como Slayer, Exodus, Metalica, Taurus e
Dorsal Atlantica. Desde o primeiro momento
Slayer se tornou minha banda preferida.
Evidentemente minha mãe não
gostou muito quando comecei a usar camisas pretas e bottons
de bandas. Ela também não apreciava aquela musica “esquisita” e sombria que fazia questão
de escutar bem alto pelo simples prazer de incomodar os vizinhos.
Na adolescência vesti uma persona excêntrica e fora dos padrões.
Ouve uma época, por exemplo, em que
deixei as unhas da mão crescerem e usava um anel diferente em cada dedo. Intuitivamente
eu me identificava com a contra cultura dos anos 60.
Mas como bom adolescente eu
estava longe de ser muito coerente. Sentia uma nostalgia irracional de épocas não
vividas que me fora despertada por filmes ambientados no século
XIX ou nas primeira décadas do século XX. Gostava das paisagens, das roupas e,
especialmente, dos interiores. Admito que em dada ocasião ate mesmo cogitei a
possibilidade de andar de terno. Coisa que repudiaria mais tarde.

voce e tao lindo,te vi agora com essa descricao, amo tudo em voce, carlos querido.
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