Mais do que um simples inventário
de lembranças, recordar a infância é construir uma fábula pessoal, um mito de
origem onde nos contemplamos como o inteiramente outro de nós mesmos.
A criança que fomos costuma ser física
e mentalmente superior ao adulto que nos tornamos, pois ainda guarda a mente
aberta e não reduz a realidade a logica estreita dos conceitos. Pessoalmente,
acho que a infância nunca termina
completamente, sempre deixa vestígios e questões que nos acompanham por toda
existência. Mas sobre isso um psicanalista pode discorrer com muita mais
propriedade do que eu. Limito-me a afirmar, muito livremente, que adultos não
passam de crianças defeituosas.
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