segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

ECOS DA INFÂNCIA

Mais do que um simples inventário de lembranças, recordar a infância é construir uma fábula pessoal, um mito de origem onde nos contemplamos como o inteiramente outro de nós mesmos.

A criança que fomos costuma ser física e mentalmente superior ao adulto que nos tornamos, pois ainda guarda a mente aberta e não reduz a realidade a logica estreita dos conceitos. Pessoalmente, acho que a infância nunca termina  completamente, sempre deixa vestígios  e questões que nos acompanham por toda existência. Mas sobre isso um psicanalista pode discorrer com muita mais propriedade do que eu. Limito-me a afirmar, muito livremente, que adultos não passam de crianças defeituosas.



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