sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A GUERRA NOS ANOS OITENTA

Os anos 80 foram marcados por diversas guerras: Invasão soviética do Afeganistão (1979-1989), invasão de Granada pelos Estados Unidos (1983), Guerra Irã Iraque (1980-1988), Guerra das Malvinas (1982), dentre outras. Além disso, definia o  imaginário coletivo a ameaça de uma terceira guerra mundial e um hecatombe nuclear provocado pelas tensões sempre renovadas da  Guerra Fria.

Era natural, portanto, que a guerra me fascinasse neste segundo momento da minha infância e tanto me alimentasse a imaginação. Um dos  brinquedos mais populares da década eram pequenas coleções de miniaturas dos  principais exércitos da segunda guerra. Também adorava filmes de guerra.

Posso dizer que nos primeiros anos desta década fiquei um pouco obcecado pelo tema. O que de modo algum afetava meu comportamento cotidiano. Nunca fui uma criança violenta. Mas o assunto era de fato excitante para qualquer menino da minha idade que, muito ingenuamente, vincula a imagem da guerra e suas batalhas a heroísmo e aventura. Não levava em conta o lado sombrio de uma guerra, a barbárie que ela representava.


Quando se é criança não somos afetados em nossas opiniões pelos dilemas éticos e constrangimentos culturais inerentes a condição de adulto de modo muito direto. O importante aqui é reconhecer que a nova década introduziu uma paisagem existencial bem diferente daquela que caracterizara a anterior.  Mesmo sem pensar muito sobre isso, minha vida privada mudava junto com o mundo. Mesmo eu não prestando muita atenção nisso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário