terça-feira, 6 de dezembro de 2016

BALANÇO PROVISÓRIO DOS PRIMEIROS ANOS DE ESCOLA

Não tenho muito a dizer sobre os meus primeiros anos de ensino fundamental. Na época via a escola como uma obrigação abstrata que não representava nada para mim. Durante as aulas minha maior expectativa era voltar para casa.

Neste período não fiz amigos entre meus colegas de classe. Não tenho muito do que lembrar desta fase escolar. Simplesmente não dava grande importância a rotina escolar. Ela apenas atrapalhava minha rotina privada. Principalmente por conta da desagradável obrigação dos deveres de casa. Era comum a noite, após assistir TV, minha mãe cobrar as tarefas da escola e tirar eventuais duvidas. Terminada a obrigação era um grande alivio poder ir dormir. Nem me importava muito com o escuro. Dormia com a cabeça coberta pelos lençóis e cobertores.

Além disso, minha mãe me fazia participar de alguns eventos desagradáveis do calendário escolar que eu considerava desagradáveis como, por exemplo, os desfiles do dia da independência e as festas juninas. Naquela época a escola nos ensinava a obedecer e não a pensar, de modo que havia uma naturalização da coerção branda que me induzia a participação em tais eventos.

Um detalhe interessante é que minha mãe era professora primaria e eu tinha o habito de ajuda-la na impressão de provas escolares no velho mimeógrafo. Pode-se dizer, portanto,  que a  rotina escolar, de certa forma, era parte da minha vida domestica.


Um detalhe interessante é que as provas eram um momento em que os professores dialogavam com os alunos através de pequenos recadinhos avaliando a prova como um todo ou a resposta especifica a determinadas questões. Tais mensagens eram muito valorizadas. Não tenho nada de mais relevante para falar sobre as experiências do  primeiro ciclo de ensino fundamental.

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