Raramente nos damos conta que a tutela dos adultos é o que define socialmente a infância. É uma época de confinamentos e adestramentos. A escola é o pior deles. Sempre vi a escola mais como um espaço de socialização do que de educação. Paradoxalmente ela foi também para mim um lugar de solidão e desabrigo. Paradoxalmente a escola me ensinou a me sentir desajustado ao mundo.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
sábado, 24 de novembro de 2018
EXISTÊNCIA NÔMADE
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
MÚSICA E COTIDIANO
VIDA ADULTA
AMBIENTAÇÃO
ENVELHECIMENTO
sábado, 10 de novembro de 2018
MEMÓRIA DO NÃO SER
SOBRE NÃO SER MAIS JOVEM
Não sei dizer em qual momento exato da vida deixei de ser jovem. Não sei mesmo se quer se isso aconteceu. Juventude e velhice são mais papéis sociais do que propriamente um marco físico e temporal que nos diz o corpo. Psicológica e fisicamente temos todas as idades do pensamento e pouco importa o peso dos anos.
Mas não sou mais jovem ou meu comportamento, prioridades e afetos não são mais os mesmos de vinte anos atrás. É certo que a vida mudou mais do que eu. Mesmo assim, socialmente não sou mais jovem. Não sou visto pelos outros com os mesmos olhos.
Difícil saber exatamente quando fui requalificada socialmente.
terça-feira, 6 de novembro de 2018
BATMAN
as diversas imagens do Batman quase correspondem as minhas próprias idades.
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
O ATEMPORAL DA VIDA PRIVADA
COMER PEIXE...
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
O ENCANTAMENTO DOS PEQUENOS DETALHES
TRAJETÓRIA PESSOAL
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
SOBRE O ATEISMO
MEMÓRIA E VIDA
domingo, 28 de outubro de 2018
SOBRE MINHA FALTA DE AMBIÇÃO
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
O PASSADO COMO IDENTIDADE
sábado, 20 de outubro de 2018
SOBRE O PASSAR DO TEMPO
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
MEMÓRIA E GEOGRAFIA
TEMPO E BIOGRAFIA
terça-feira, 16 de outubro de 2018
SOBRE A ATUALIDADE
domingo, 14 de outubro de 2018
BOTEQUIM
A INFÂNCIA COMO UM ESTADO DE ESPIRITO
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
SOBRE MEMÓRIA PESSOAL
ENTRE O PASSADO E O PRESENTE
terça-feira, 2 de outubro de 2018
SAUDADES DE MIM MESMO
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
A CRIANÇA QUE NUNCA FUI
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
INVENTÁRIO EXISTENCIAL
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
O DIA EM QUE FUI EMBORA...
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
NOSTALGIA E TEMPO PRESENTE
O QUE SOU EU?
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
INSIGNIFICÂNCIA VITAL
BRINQUEDOS E IMAGINAÇÃO
SOBRE A BANALIDADE DE NOSSAS LEMBRANÇAS
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
UMA LEMBRANÇA QUALQUER
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
SINGULARIDADE , SOLIDÃO E MEMÓRIA
quarta-feira, 15 de agosto de 2018
ONDE EU NASCI
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
O PASSADO CONTRA O PRESENTE
terça-feira, 7 de agosto de 2018
LEITURAS DE FORMAÇÃO III
PASSADO E FUTURO II
TEMPO DE AMAR
MORADA EXISTENCIAL
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
HISTÓRIAS DE FADA
terça-feira, 31 de julho de 2018
SENTIMENTO DE MUNDO
PASSADO E FUTURO
INFÂNCIA E NATUREZA
segunda-feira, 30 de julho de 2018
SOBRE NÃO TER FILHOS
sexta-feira, 20 de julho de 2018
TABAGISMO
MEMÓRIA E VIDA
ESPIRAL DO TEMPO
SOBRE MINHAS AMBIÇÕES
PERIODIZAÇÃO BIOGRÁFICA E AMBIENTAÇÃO
segunda-feira, 16 de julho de 2018
AMBIENTAÇÕES
quarta-feira, 4 de julho de 2018
A MATURIDADE COMO DESENCANTAMENTO
quarta-feira, 27 de junho de 2018
FAMILIA E PERTENCIMENTO
LEITURAS DE FORMAÇÃO II
Machado de Assis e sua trilogia básica ( Memórias póstumas, Quincas Borba e Ejau e Jacó) foram leituras de adolescência e não propriamente de formação.
Mas gostava da ironia e amargura dessas narrativas. O simples acontecer da vida ganhava um gosto de melancolia e niilismo nesses livros que me agradava profundamente. Mesmo assim nunca o considerei Machado de Assis um de meus autores prediletos. Ele era apenas parte do cânone que a escola nos impõe sem permitir questionamentos.
ON THE ROAD
NUNCA GOSTEI DE TRABALHO
quinta-feira, 21 de junho de 2018
SOBRE O AGORA
TEMPO URGENTE
Quando eu era mais jovem me sentia solitário, mas profundamente mergulhado nos ritmos cotidianos da existência.
Hoje me surpreendo fora do mundo, de mim mesmo, e de todas as possíveis possibilidades do acontecer imanente do me fazer humano e banal através de rotinas e identidades.
Vago fora do mundo em idades intempestivas diante da perplexidade dos meus momentos. O agora é feito de interdições, silêncios e envelhecimentos....
sábado, 16 de junho de 2018
SOBRE O INTEMPESTIVO DA MEMÓRIA
O ABSURDO BIOGRÁFICO
quinta-feira, 14 de junho de 2018
NOSTALGIAS OU DESENCANTOS?
MEMORIAS GASTRONOMICAS
sexta-feira, 8 de junho de 2018
PASSADO VIRTUAL
Daquele sentimento de felicidade,
Daquele contentamento gratuito e cotidiano,
Que jamais senti.
Uma fantasia ontológica,
Quase um delírio.
Mas é este sentimento de perda
Daquilo que nunca tive
Que hoje me define em Francas nostalgias.
sábado, 26 de maio de 2018
A UTOPIA DA INFÂNCIA
terça-feira, 22 de maio de 2018
SOLIDÃO E BIOGRAFIA
sábado, 19 de maio de 2018
A MATINHA
SOBRE A MORTE DO MEU PAI
O SENTIDO DA NOSTALGIA
sexta-feira, 18 de maio de 2018
ROBÔS
quarta-feira, 16 de maio de 2018
MEMÓRIA PESSOAL E RECUSA DO TEMPO HISTÓRICO
O ELO PERDIDO INFANTIL
sexta-feira, 11 de maio de 2018
O PASSADO NUNCA PASSA
ENVELHECER É REINVENTAR INFÂNCIAS
quinta-feira, 10 de maio de 2018
TERRITÓRIO EXISTENCIAL
segunda-feira, 7 de maio de 2018
IMPRESSÃO BIOGRÁFICA
LEITURAS DE FORMAÇÃO I
TPelo que me lembro, foi no final dos anos oitenta do século passado que comecei a me interessar pelos livros. Isso sem abandonar a paixão pelas HQs.
O mundo vivia um momento de reviravoltas que marcariam profundamente os anos noventa. A queda do muro de Berlim, o fim da URSS e depois a guerra no golfo, além dos confritos no Oriente Médio, mostravam o quanto não havia nada a se comemorar com o fim da guerra fria. Tudo era pura incerteza naquele fim de século de surpreendentes novidades.
Comecei a ler historiografia, literatura e filosofia. Até hoje estes três campos ainda definem meus interesses como leitor. Minha primeira curiosidade intelectual foi o anarquismo e depois o Marxismo. Por mais que Proudhon e Bakunin me fascinacem acabei me incrinando para Marx e o Marxismo. Afinal, naquele momento, a militância politico partidária era o que parecia mais concreto e efetivo para um morador de província. Como anarquista seria apenas um sonhador isolado vivendo de devaneios de contra cultura. Afinal, na mesma época o rock se consolidava para mim como uma referência identidaria. Logo me rendi a dialética e Hegel como uma espécie de revelação religiosa.
Como todo adolescente inquieto e solitário eu era demasiadamente ingênuo e voluntarista e vislumbrava a militância política como uma estratégia de socialização. Não demorou muito e me tornei um militante comunista. Como eram tempos de perestroika e crise do movimento comunista, pelo menos não sucumbi a um marxismo ortodoxo. Em pouco tempo, mesmo Flertando com o anarquismo, passei a me definir como um comunista cuja principal referência era Lukacs e a Escola de Frankfurt. Preferia uma leitura mais filosófica do "jovem Marx" do que seus textos sobre economia política. Eu não sabia, mas havia me tornado mais um hegeliano de esquerda do que um Marxista. Sartre um outro autor que me dispertou profundo interesse naquele período e hoje basicamente não me diz nada.
OS TRÊS PLANOS DA VIDA
domingo, 6 de maio de 2018
SOBRE OS LIMITES DA MEMÓRIA VIVA
quinta-feira, 19 de abril de 2018
MATURIDADE
Quando eu era mais jovem conseguia manter uma relação mais intensa com a existência e todas as coisas que definiam meu cotidiano. Também era mais determinado e cheio de certezas e vontades. Ostentava uma postura ativa e passional em relação a tudo.
Hoje, ao contrário, tudo me desperta certo ceticismo e sou mais prudente no trato das minhas vontades. Não ostento a mesma vitalidade. Não sei se isso é bom ou ruim. Mas entre os tantos ciclos e descontinuidade que definem uma trajetória biográfica, a maturidade e a prudência não são uma escolha, mas uma imposição do peso da idade.







